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A minha intervenção na Assembleia Municipal de vila nova de Gaia 28 de Abril de 2017

A minha intervenção na Assembleia Municipal de Gaia, 28 de Abril de 2017
 
Ilustres concidadãos Gaienses, digníssimos representantes eleitos dos gaienses:
Caros amigos estamos em ano eleitoral, é um momento onde todos vós colocais os cidadãos perante escolhas de liderança e fazeis ouvir a vossa voz, o momento em Gaia não de divisões, mas sim, dos projectos e das ideias exequíveis, sensatas para se projectar Gaia a um futuro de prosperidade que merece, desde logo os cidadãos encontram-se mais atentos ás mensagens e ao vosso modus operandi da representatividade e acção, esse é o ponto. O escrutínio por parte dos cidadãos não só ao executivo municipal, mas também a esta Assembleia municipal.
Em Março, os membros desta Assembleia quiseram falar com a cidade, sois merecedores de saber que a cidade vos escutou e que a cidade também vos responde.
Pois se vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar. Escreveu Sophia de Melo Breyner Andresen, devemos então questionar.
Ao lermos a revista municipal de Março observamos estupefactos que o senhor Luís Monteiro subscreve o artigo do BE, na dita revista municipal e assina-o como Deputado Municipal, sendo Deputado da Nação. Observamos também que raramente marca presença nas assembleias municipais, talvez a lembrar as palavras de Teresa Leal Coelho, onde ela diz que “A capacidade para um cargo não se mede pelo número de presenças”. É um facto. Mede-se mais pelo número de ausências.
O PSD procurou remeter-se ao silêncio. Talvez por reflexo da autêntica guerra civil que existe no seu interior. Falta-lhe um discurso em que crie esperança num país diferente, com mais liberdade e menos Estado. Um discurso que fuja ao politicamente correcto do pragmatismo. Um discurso a falar de um outro Portugal.
No entanto o artigo do CDS, parece-nos sim, mais condizente com o procurar transformar, as ilusões em verdades, abordando meramente as questões negativas de ontem, dando-lhes o ónus da responsabilidade para o hoje. Lamento, mas não nos identificamos com o mal dizer, só por mal dizer. A inveja é irmã da falsidade, filha da ingratidão e mãe da baixeza.
Ao artigo da CDU o que dizer? A sua luta de sempre; o trabalho, a precarização, as AEC’s, os CEI, parecendo querer o desemprego como melhor alternativa para os trabalhadores, esquecendo-se que com os CEI e as AEC’s as pessoas podem comer e têm a dignidade da ocupação laboral. No entanto no plano nacional aprovam um OE, mesmo não concordando com ele. Lembramos os senhores deputados municipais que segundo dados da Pordata, o saldo orçamental da Administração Pública Central é negativo, em contraciclo o saldo orçamental da Administração Local e Regional é positivo. Remetendo o município de Gaia para este saldo positivo, não compreendemos porque estão contra a administração local e regional nos transportes, na educação e até mesmo na saúde, quando esta demonstra boa gestão da coisa pública.
O Movimento Juntos por Gaia, aborda a temática da mobilidade dos gaienses, e bem! Mas alongando-se nesse tema em demasia, esperávamos mais; por exemplo uma abordagem também na questão da saúde, da modernização do Centro Hospitalar de Gaia, isso sim, uma temática bem mais importante, pois sem saúde, sem mobilidade. Fica o nosso parecer.
O PS na sua mensagem, não se deslumbra, constata factos, retivemos com agrado algumas menções ao executivo, por serem verdades; Observações oportunas e apropriadas que deveriam ser transversais a todos os detentores de cargos públicos e que para o seu cumprimento estaremos vigilantes. Cito: “Um politico ao candidatar-se ou ao ser eleito, está a assumir um compromisso contratual que visa proteger a sua população e a criação de bases para um porvir melhor para todos”, “é ainda de relevar o cumprimento da palavra, o executivo assume as promessas diz que as vai concretizar e cumpre.” “tornar o presente melhor, criando alicerces sólidos para o futuro sem nunca o hipotecar”.
Esperava, esperávamos mais, muito mais das palavras da oposição a este executivo municipal, assim como do seu ónus da representatividade, esperávamos ler ideias, projectos, alternativas locais, e não somente críticas. Observamos em análise somente uma preocupação destes; o apontar o dedo ao executivo, esquecendo-se que têm 3 a apontar para os próprios, pois por muito que queiramos não vislumbramos alternativas politicas credíveis que possam equacionar outras escolhas da nossa parte.
Declaro isto junto de vós como cidadão atento e com representatividade pelos independentes, talvez por esta conjugação de atitudes se tenha um olhar mais realista e sensato ao que nos rodeia na nossa cidade e como ela lentamente se vai transformando numa metrópole mais dinâmica, ou não. Nas minhas intervenções nesta casa, como é do vosso conhecimento, tenho procurado dar ideias, propostas, sugestões viáveis, recusando-me a ser meramente um crítico ao trabalho deste executivo.
Senhor presidente termino:
Declarando que em Outubro apoiarei este executivo, não por uma questão emocional, mas sim por questão racional, assumindo naturalmente as minhas responsabilidades por tal acto. Que isso pressuponha também um desafio dos independentes ao actual executivo para fazer mais e melhor pelo nosso Concelho, pela nossa Cidade. Mas o acto eleitoral é também ele mesmo, um desafio para os independentes que não querem que Gaia se possa resumir meramente a ser mais um número da contabilidade eleitoral, da noite das eleições. Nem nós devemos estar centrados em aspectos laterais, como as afinidades meramente partidárias ou ideológicas. É claro que são os cidadãos eleitores que votam, mas não se podem esquecer que com esse acto, também ficam com o ónus das suas escolhas.
 
 
Muito obrigado Vitor manuel marques

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